Memória do setor

Feiras que marcaram época

O circuito de eventos acompanha os ciclos do próprio setor: feiras nascem no boom, se multiplicam na maturidade e desaparecem quando o mercado se consolida. Esta página guarda a memória dos eventos que ajudaram a formar a geração distribuída brasileira — e que não acontecem mais.

Expo GD (2016–2024)

Criada em 2016, a Expo GD se apresentava como o maior evento de geração distribuída da América Latina e acumulou nove edições até 2024. Nasceu quando a GD brasileira ainda era promessa — a Resolução 482 tinha poucos anos — e cresceu junto com o mercado, virando o ponto de encontro anual de integradores e distribuidoras num momento em que o setor ainda não tinha onde se encontrar. Depois da edição de 2024, não houve novas edições anunciadas, e o organizador — o mesmo Grupo FRG do Solar Experience — passou a concentrar a agenda nos fóruns regionais de GD e em eventos temáticos.

CBGD — Congresso Brasileiro de Geração Distribuída

Irmão congressual da Expo GD, o CBGD reunia a discussão institucional e regulatória da GD: associações, agências, distribuidoras de energia e os grandes players do setor. Teve papel relevante nos anos de discussão do marco legal (o debate que resultou na Lei 14.300/2022). Assim como a feira-irmã, saiu do calendário após 2024.

Solar Experience (2023–2024)

Na contramão das feiras gigantes, o Solar Experience apostou no formato de imersão itinerante: turmas menores, dois dias intensos, mais de 20 horas de conteúdo técnico e comercial, levados até a cidade do integrador — foram sete edições em sete cidades, de São Paulo a Fortaleza, entre fevereiro de 2023 e setembro de 2024. A história completa, edição por edição, está documentada em nossa página dedicada — inclusive porque este site vive no domínio que pertenceu ao evento.

Por que feiras desaparecem

Três forças explicam a rotatividade do calendário:

  • Consolidação — quando uma feira nacional concentra o setor inteiro (como a Intersolar fez a partir da segunda metade dos anos 2010), os eventos médios perdem expositor para o pavilhão grande e migram para nichos regionais ou temáticos;
  • Ciclo do mercado — o setor solar brasileiro viveu um boom histórico até 2023 e uma correção dura em seguida, com queda de preço de equipamento, aperto de margem e consolidação de empresas. Orçamento de feira é dos primeiros a encolher;
  • Custo do formato — evento presencial itinerante tem custo fixo alto por edição. Quando o patrocinador aperta, o modelo só fecha em praças grandes.

O resultado em 2026 é um calendário mais enxuto e mais nítido: uma feira nacional, eventos regionais segmentados e o congresso científico — o mapa que a agenda 2026 descreve.

Conhece um evento que merecia estar nesta memória — um regional que marcou a sua praça, uma feira que existiu antes de 2016? Esta página cresce com o tempo; a proposta é documentar o circuito completo, não só os maiores.